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Torneio Juvenil de Robótica

O TJR - Torneio Juvenil de Robótica  é uma competição idealizada para estimular a Robótica entre jovens. Com grande numero de desafios, hoje se expande pelo Brasil e torna-se a melhor oportunidade para difundir conhecimento.

Para mais informações acesse:                        Torneio Juvenil de Robótica

 

Comphaus Educacional

A Comphaus é a escola de robótica e computação com maior número de premiações nacionais e internacionais do Brasil. Localizada em São Paulo, oferece programas para alunos, professores e escolas.

Para mais informações acesse:  http://comphaus.org/ 

 

 

Notícias
Nossas Equipes na RoboCup 2014

Pela primeira vez uma edição internacional da RoboCup chega ao Brasil, tornando a etapa internacional ainda mais especial para as equipes brasileiras que irão representar seu país em casa. No entanto, chegar a competir internacionalmente na RoboCup não é fácil. É necessário passar por uma fase classificatória, também considerada a fase nacional da competição, na qual as equipes brasileiras disputam vagas para participar da etapa internacional.

Chegar a uma competição internacional através de uma disputada fase classificatória é algo para se comemorar, pois naquele momento, as equipes classificadas fizeram o melhor trabalho dentro do seu país, e assim, terão a chance de disputar diante de tantos outros países e se consagrar como uma das melhores equipes do mundo.

Motivo para comemorar é o que não falta para algumas equipes brasileiras, pois recentemente foi divulgado a lista oficial das equipes que irão representar o país na RoboCup 2014 categoria junior, a qual engloba alunos de até 19 anos de idade. E sendo sede da competição, o Brasil possui 24 vagas para as equipes da categoria junior, numero que jamais foi alcançado pelos brasileiros.

 

 

Surpreendente não foi só o numero de vagas brasileiras neste ano, mas também foi a crescente participação das equipes da Comphaus na etapa internacional. Em 2014 das 24 vagas para a categoria junior, cinco são da Comphaus, que com este numero possui o maior numero de equipes brasileiras classificadas para RoboCup 2014 na categoria. Este resultado é animador e gratificante, não só para os alunos que trabalham para construir belos projetos, mas também para todos professores e orientadores que trabalham e investem muito para que os alunos possam aprender e praticar robótica.

 

 Conselho Editorial: Luis Rogério, Lucas Cavalcanti, Renato Ferreira  e Ricardo Hahn.

 Gestor Responsável das Edições de 2014: Lucas Cavalcanti 

 
Os Nossos Robôs Também Jogam Futebol

Dentro da RoboCup Junior temos a categoria Soccer (futebol de robôs), que é o símbolo do objetivo da organização. Por muitas pessoas o Soccer é considerado a porta de entrada para a RoboCup Major, nível para alunos de ensino superior, pois hoje na categoria se encontra equipes com níveis absurdos e projetos com extrema complexidade.

Em 2009 a Comphaus levou sua primeira equipe na categoria para competir em Brasília, na etapa nacional da RoboCup Soccer. A equipe chegou a garantir a vaga para o mundial de 2010, porém era a primeira experiência da equipe com a categoria, era o pontapé inicial, o que talvez tenha pesado para a equipe não ir ao mundial.

Um pouco mais tarde em 2011, surgiram duas equipes da Comphaus no Soccer, uma na modalidade Open, que engloba alunos com até 19 anos e robôs com menos de 2,2 kg, e a outra na modalidade Light Weight Secondary, para alunos com até 19 anos e com robôs pensando menos de 1,2 kg. Com partidas acirradas ambas as equipes conquistaram a vaga para representar o Brasil no México em 2012.

Mesmo com mais experiência as equipes levaram um grande susto ao chegar no México, afinal os adversários pareciam estar no futuro, possuíam equipamentos de ponta já mais visto pelos brasileiros. A equipe da Comphaus chamada Eridanus estava participando da modalidade Light, e lá na competição descobriram que não possuíam motores potentes para enfrentar os adversários, afinal abriram mão de potência para adequar o robô ao peso. Mesmo nesta situação a equipe deu seu máximo até o final da competição, obtendo um resultado satisfatório levando em conta o quanto aprenderam apenas observando e conversando com outras equipes.

 

 

Ainda em 2012 a Eridanus voltou ao nacional e garantiu mais uma vez a vaga para o mundial que desta vez seria na Holanda em 2013. Entre o nacional e o mundial a equipe avançou mais do que todos esperavam, construíram um robô muito potente e com nível adequado para a competição. Na Holanda os meninos conseguiram pela primeira vez levar uma equipe brasileira para a fase eliminatória da RoboCup Jr. Soccer, porém depois de 3 dias de competição aliado a pouca experiência que o Brasil tinha na modalidade, levou a aparecer um desgaste na mecânica do robô que ocasionava uma queda de performance durante as partidas.

Incrível como depois de tudo isso a equipe não saiu abatida, e em 2013 incansavelmente chegou ao Nacional para levar o título com mais tranquilidade que antes, pois aplicaram muito bem a vasta experiência obtida ao longo das competições.

Neste ano teremos aqui no Brasil a RoboCup, e a Eridanus é uma das apostas do Brasil para mostrar a força e determinação do nosso país. Claro que queremos saber como anda o projeto, e por isso através do Tiago Salzmann fizemos uma entrevista com a equipe, entrevista a qual você pode conferir abaixo.

- Todo o trabalho é feito dentro da Comphaus?

Tiago: Não, mas a maioria. Basicamente todo à montagem, todos os testes foram feitos na Comphaus, mas a parte de planejamento antes mesmo de existir o robô foi feita metade na Comphaus e metade fora.

 

- Quais são os integrantes da equipe?

Tiago: A equipe contava com Ciro Salzmann, eu,Tiago Salzmann, Gabriel Nakajima Na, Davi Nakajima Na. Porém agora temos mais dois membros que são a Bruna Ianaconi e o Iggor Numata.

 

- Qual é a frequência dos encontros?

Tiago: São poucos, basicamente só uma vez por semana, aos sábados na Comphaus.

 

- Qual é o ponto forte da equipe?

 Tiago: Acho que o ponto mais forte é que muitos entendem de tudo muito bem. Todos sabem bem como é a montagem e como é a lógica por trás da programação. Assim qualquer um pode dar palpite sobre algo que possa ser aprimorado ou algo que não esteja funcionando. Além disso, acho que o motivo de nos conhecermos desde que nascemos praticamente ajudou bastante, principalmente por causa desse trabalho em equipe.

 

- Como trabalha a equipe?

Tiago: As tarefas são bem divididas. Basicamente só eu trabalho na parte de programação enquanto o resto trabalha na parte da montagem. Mas o mais importante, a lógica e as táticas, são feitas em grupos, ou seja, todos juntos. Essa divisão sempre funcionou, desde o primeiro projeto. 

 

- Como foi trabalhar com o projeto do soccer, que é tão pré-formatado e ao mesmo tempo tão misterioso?

Tiago: O mais difícil foi entrar no mundo do soccer. Quando começamos a participar, não tínhamos praticamente nenhuma ideia de como começar. O mais importante foi olhar, analisar e perguntar sobre os robôs das outras equipes na competição mundial. Foi lá que tivemos as ideias e foi lá que realmente surgiu a ideia de um robô de alto nível. Atualmente o nosso robô não se diferencia muito dos outros, mesmo que não tenha muito como. Mas o que importa é que isso é um trabalho em equipe e sem isso nada vai em frente. Já os problemas que enfrentamos, a mesma coisa, trabalhamos sempre em equipe para resolver. O projeto que fizemos é bem detalhado, pois as peças são relativamente caras, ao contrário dos projetos em Lego, o que faz o planejamento ser fundamental e necessitar muito de trabalho em equipe.

 

- O quão e como foi inovador o projeto do soccer? 

Tiago: Soccer é algo muito diferente das outras categorias. Eu diria que a maior diferença é que o robô tem que ser capaz de enfrentar fisicamente outros robôs. Isso não apenas requer eficiência no sentido de velocidade e precisão, mas também força e proteção contra batidas. Por isso que foi algo muito diferente do que estávamos acostumados.

 

- Quais foram os resultados da equipe até agora?

Tiago: Os resultados foram relativamente bons. Se formos comparar com projetos anteriores, diria que o projeto atual realmente evoluiu e está pronto para enfrentar as melhores equipes da RoboCup.

 

Depois de ver como a equipe é determinada e otimista, não restam duvidas que esta equipe faz um ótimo trabalha para representar o nosso país, e neste ano com a RoboCup aqui dentro, sem sombra de dúvidas que eles irão dar o melhor deles dentro e fora da competição. 

Mais uma vez os mentores são parte fundamental, afinal eles descobrem e incentivam talentos como estes meninos. Já a Eridanus merece além da nossa torcida os nossos parabéns, pois eles romperam barreiras que pareciam inalcançáveis dentro da competição e também conseguiram mostrar que o nosso país faz robô de ponta.

 

Conselho Editorial: Luis Rogério, Lucas Cavalcanti, Renato Ferreira  e Ricardo Hahn.

Gestor Responsável das Edições de 2014: Lucas Cavalcanti 

  

 


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